BlogArte

O fim de mais um ano lectivo Julho 3, 2009

Filed under: Uncategorized — Ana Catarina @ 4:26 pm

Olá 6ºB 🙂

Bem sei que tenho andado desaparecida e peço desculpa por isso.

Pois é, mais um ano lectivo que acabou. Queria dizer-vos como foi incrível ver a vossa evolução em Educação Visual e Tecnológica ao longo destes dois últimos anos.

No mundo real a nossa jornada acabou mas no mundo virtual… isso é outra história 😉

Enquanto o vosso interesse neste blog se mantiver, continuaremos a partilhar ideias e conhecimentos sobre Arte 😀

Aqui fica um filme que já vos queria mostrar há muito tempo. Foi um trabalho desenvolvido por Salvador Dali e a Walt Disney em 1945. Vi uma vez no cinema e só agora consegui encontrar no YouTube com uma qualidade razoável.

Apreciem… Boas férias e… Viva o BlogArte 😀

 

 

 “Destino” por Salvador Dali & Disney

 

Arte do (Graffiti) Junho 21, 2009

Filed under: Uncategorized — rafickool @ 1:32 pm

02[1]

 

Grafite ou grafito (do italiano graffiti, plural de graffito) é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade, porém com autorização do proprietário.

Por muito tempo visto como um assunto irrelevante ou mera contravenção, atualmente o grafite já é considerado como forma de expressão incluída no âmbito das artes visuais, [1] mais especificamente, da street art ou arte urbana – em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade. Entretanto ainda há quem não concorde, equiparando o valor artístico do grafite ao da pichação, que é bem mais controverso. [2]

Normalmente distingue-se o grafite, de elaboração mais complexa, da simples pichação, quase sempre considerada como contravenção. No entanto, muitos grafiteiros respeitáveis, como Osgemeos, autores de importantes trabalhos em várias paredes do mundo – aí incluída a grande fachada da Tate Modern de Londres[3] – admitem ter um passado de pichadores.

A partir do movimento contracultural de maio de 1968, quando os muros de Paris foram suporte para inscrições de caráter poético-político, a prática do grafite generalizou-se pelo mundo, em diferentes contextos, tipos e estilos, que vão do simples rabisco ou de tags repetidas ad nauseam, como uma espécie de demarcação de território, até grandes murais executados em espaços especialmente designados para tal, ganhando status de verdadeiras obras de arte. Os grafites podem também estar associados a diferentes movimentos e tribos urbanas, como o hip-hop, e a variados graus de transgressão.

leca2[1]Dentre os grafiteiros, talvez o mais célebre seja Jean-Michel Basquiat, que, no final dos anos 1970, despertou a atenção da imprensa novaiorquina, sobretudo pelas mensagens poéticas que deixava nas paredes dos prédios abandonados de Manhattan.[4] Posteriormente Basquiat ganhou o rótulo de neo-expressionista e foi reconhecido como um dos mais significativos artistas do final do século XX.
graffiti-2[1]

 

Arte Reciclada

Filed under: Uncategorized — jorge sousa @ 11:09 am

     Vamos reciclar!!!!!!!!!!!!!!

     Há muita gente que não se preocupa com a reciclagem e não lhe dá valor,pois agora vou mostrar-vos como a arte reciclável também existe!

     Exemplos:

  • Com rolos de papel de cozinha vamos fazer uns binóculos alucinantes e partimos à exploração!
    Decorem à vossa maneira e boa diversão!!!

 

 

 

 

– Binóculos.

 

 

 

  • Pode-se fazer enfeites realmente artisticos, como por exemplo os robôs que estão aqui representados. Alguns exemplos abaixo:

 

Robôs feitos com material reciclado.

 

 

 

     Espero que gostem deste artigo,porque acho que é bastante importante este facto dos materiais reciclados fazerem diversas coisas importantes para a Humanidade,eu pessoalmente,gostei mais dos robôs,mas cada um tem a sua função.

 

 

 

Crochet Junho 8, 2009

Filed under: Uncategorized — heshimuevans @ 8:31 pm
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 Crochet é uma espécie de artesanato feito com uma agulha especial que possui um gancho e que produz um trançado semelhante ao da malha ou da renda.

A palavra foi originada de um termo existente no dialeto nórdico, com o significado de gancho (que é a forma do bico encurvado da agulha utilizada para puxar os pontos), que também originou croc, que em francês tem o mesmo significado. Ninguém tem a certeza de quando ou onde o crochê começou. Segundo os historiadores os trabalhos de crochê tem origem na Pré-história. A arte do crochê, como a conhecemos atualmente, foi desenvolvida no século XVI. O escritor dinamarquês Lis Paludan tentou descobrir a origem do crochê na Europa e fundamentou algumas teorias.

Ora reparem neste estojo feito em crochet: Estojo em crochet

 

                                                                                                                                 Luís Vicente

 

Fotografia Junho 2, 2009

Filed under: Uncategorized — heshimuevans @ 7:06 am

Por norma, as pessoas assuciam arte à pintura e aod desenhos, mas uma fotografia também é arte. Algumas podem ser paisagens e outras não. Pesquisei um pouco mais sobre a fotografia.

Ver imagem em tamanho realFotografia é, essencialmente, a técnica de criação de imagens por meio de exposição luminosa, fixando esta em uma superfície sensível. A primeira fotografia reconhecida remonta ao ano de 1826 e é atribuída ao francês Joseph Nicéphore Niépce. Contudo, a invenção da fotografia não é obra de um só autor, mas um processo de acúmulo de avanços por parte de muitas pessoas, trabalhando juntas ou em paralelo ao longo de muitos anos. Se por um lado os princípios fundamentais da fotografia se estabeleceram há décadas e, desde a introdução do filme fotográfico colorido, quase não sofreram mudanças, por outro, os avanços tecnológicos têm sistematicamente possibilitado melhorias na qualidade das imagens produzidas, agilização das etapas do processo de produção e a redução de custos, popularizando o uso da fotografia.

Actualmente, costuma-se usar a fotografia colorida que foi explorada durante o século XIXe os experimentos iniciais em cores não puderam fixar a fotografia, nem prevenir a cor de enfraquecimento. Durante a metade daquele século as emulsões disponíveis ainda não eram totalmente capazes de serem sensibilizadas pela cor verde ou pela vermelha – a total sensibilidade a cor vermelha só foi obtida com êxito total no começo do século XX. A primeira fotografia colorida permanente foi tirada em 1861 pelo físico James Clerk Maxwell.

As fotografias tiram-se com a máquina fotográfica ou com o telemóvel.

                                                                                                                         Luís Vicente

 

Arte Cultural da Finlândia Maio 28, 2009

Filed under: Uncategorized — jorge sousa @ 7:49 pm

          Finalmente,o Rafael voltou ao Blog,parabéns,e voltaste em grande logo com 2 artigos.

           Deixo aqui mais um artigo feito por mim em que espero que o leiam,contém E.V.T,e até conta um pouco de história da Finlândia.

 

          Até o início do século XIX a Finlândia pertencia ao reino da Suécia. Durante todo o período de dominação, pouca foi a evolução da cultura e identidade nacionais que eram então dominadas por uma pequena elite sueca.

          Em 1808 o território finlandês é invadido e subjugado pela Rússia, representando um novo momento para a consolidação de uma cultura finlandesa. A capital muda-se em 1812 de Turku para Helsinquía. A nova capital está desde sua fundação ligada por intenso comércio com a Rússia. É contratado então o arquiteto alemão que trabalhava em São Petersburgo, Johann Engel(1778-1840) para o projecto e construção dos edifícios governamentais em estilo imperial neoclássico. Neste momento era crescente um movimento, da maioria da população, de patriotismo e formação de uma identidade nacional com a promoção da língua finlandesa e a exaltação das paisagens locais.

          No entanto, em fins do século XIX a Rússia, impondo o russo como língua oficial e acabando com o exército finlandês, mina cada vez mais as possibilidades da construção de uma nação independente. Mas em 1919, com a turbulência política e econômica russa, o país finalmente consegue sua independência.

          É neste momento de intensos combates políticos que as artes assumem grande papel para a promoção da identidade cultural finlandesa. É o período da literatura, música e pintura, manifestarem-se num movimento, agora chamado de Romanticismo Nacional. A arquitectura vai mostrar sua produção posteriormente com arquitectos como Eliel Saarinen (1873-1950), Herman Gesellius e Armas Lindgren. As edificações da época, em sua maioria edifícios públicos, apresentam características ecléticas com aspectos medievais e românicos, mas no entanto já se esboça traços reconhecidos como de uma arquitetura propriamente finlandesa. É verdade que essa tendência ao ecletismo está muito ligada ao recebimento de influências européias.

          Em 1900, Saarinen, Gesellius e Lindgren, ainda estudantes no Instituto Politécnico Finlandês (a mesma escola que posteriormente estudará Alvar Aalto), vencem o concurso para o pavilhão finlandês na Exposição Universal de Paris, reconhecido como possuidor de identidade nacional própria.

          O Romanticismo nacional não foi uma repetição de modelos vigentes nem surgiu espontaneamente de aspectos construtivos já existentes na cultura primitiva, mas sim uma sucedida tentativa de construção de uma identidade cultural nacional.

           Desde o início da busca pela conscientização de uma nova arquitectura, havia o interesse pelo desenvolvimento da síntese entre racionalismo e empirismo, novas tecnologias e modos de fazer tradicionais, a modernidade e a tradição. É por essa problemática que Aalto vai se destacar, buscando soluções entre esses pontos. O interesse pela elaboração de uma linguagem arquitetónica nacional, consciente da unidade linguística e cultural conquistada pela Finlândia, é determinante em seu trabalho.

          Contudo, mesmo com o esforço de criação de um novo modelo de arquitectura, vale lembrar que o vocabulário clássico ainda era característico de um longo período da arquitectura finlandesa, inclusive nos projectos de Aalto até meados da década de 20.

          É de 1924 um dos mais significativos projectos do período, o Clube dos Trabalhadores em Jyväskylä. Apresenta um sólido volume apoiado em colunata, com claras referências à arquitetura renascentista italiana, fruto de uma viagem feita no ano anterior a algumas regiões da Itália. Essa viagem de Aalto e de outros arquitectos escandinavos exercerá grande influência em sua obra, como o projeto para uma igreja em Töölo (1927) descrita por ele como uma pequena Orvieto ou San Giminiano finlandesa.

          A partir deste momento, com a exploração ao máximo do repertório clássico e dos ventos que sopravam da europa ocidental, que os arquitectos escandinavos começam a falar no funcionalismo da arquitectura moderna, atentos ao que ocorria na Europa como a publicação de “Por Uma Arquitetura” de Le Corbusier e a Bauhaus, em Dessau. O pavilhão finlandês na Exposição Universal na Antuérpia em 1930, projecto de Erik Bryggman (1891-1955), marca de certa forma o momento da adopção do funcionalismo como a nova arquitectura a ser feita no país.

           A partir deste ano, que alguns arquitectos escandinavos vão introduzir em seus respectivos países os princípios do movimento moderno. Alguns exemplos são: Kay Fisker e Arne Jacobsen na Dinamarca, Eryk Bryggman e Alvar Aalto na Finlândia, Sven Markelius, na Suécia e Arne Korsmo, na Noruega.

 

 – Azulejos tradicionais finlandeses.

 

Continuação do Japão Arte e Arrquitetura!

Filed under: Uncategorized — rafickool @ 4:58 pm

ARTE JOMON E YAYOI
A primeira civilização importante foi a dos jomon (c. 7000-250 a.C.); fabricavam pequenas figuras de argila, chamadas dogu, e vasilhas decoradas com motivos parecidos com uma corda, que deram origem a seu nome. Os jarros jomon, que costumam ter complicadas formas flamíferas, são as mais antigas peças de cerâmica conhecidas do mundo.

A onda de imigrantes que se seguiu foi a dos yayoi. Chegaram ao Japão no ano 350 a.C., levando seus conhecimentos em matéria de cultivo do arroz mediante a rega e suas técnicas em metais para a fabricação de armas de cobre (doboko) e campainhas de bronze (dotaku) e de objetos de cerâmica com o torno e o cozimento no forno.

3. ARTE KOFUN OU DOS GRANDES TÚMULOS
A terceira etapa da pré-história japonesa é o período Kofun ou dos grandes túmulos (c. 250 a.C.-552 de nossa era), por ser de imponentes estruturas com um enorme volume. O maior de todos, a tumba de Nintoku, tem uns 460 m de largura e mais de 30 m de altura.

4. ARTE ASUKA E NARA
Durante os períodos Asuka e Nara, produziu-se no Japão a primeira influência importante da cultura procedente do continente asiático. A introdução do budismo no ano 552 ou 558, vindo da Coréia, proporcionou um empurrão inicial para os contatos entre Coréia, China e Japão. Os japoneses, então, aprenderam que também a cultura chinesa tinha muitas facetas que podiam ser incorporadas à deles de forma proveitosa, como um sistema para expressar as idéias e os sons por meio de símbolos escritos, a historiografia, as complexas teorias de governo, uma burocracia efetiva e, o mais importante para a arte, uma avançada tecnologia na área da construção, os métodos avançados de fundir o bronze e as novas técnicas e materiais de pintura.

As primeiras construções budistas, que ainda se conservam no Japão — e que são os edifícios de madeira mais antigos do Extremo Oriente — encontram-se no templo de Horyuji, um complexo religioso a sudoeste de Nara.

5. ARTE HEIAN
O período Heian abrange de 794 a 1185, ano em que terminou a Guerra Civil Gempei. A partir de então, o período se divide em Heian primitivo e Heian posterior. Como reação ante aos crescentes poder e riqueza do budismo organizado em Nara, o sacerdote Kukai (denominado postumamente Kobo Daishi) viajou à China para estudar o Xingon, uma variedade mais rigorosa de budismo, que introduziu no Japão em 806. A base do culto Xingon são os mandala, ou diagramas do universo espiritual; o kongokai, ou mapa dos inumeráveis mundos do budismo; e o taizokai, ou representação pictórica dos reinos do universo budista.

Os templos dessa nova seita foram erigidos nas montanhas, longe da corte e da capital mundana. O templo que melhor refletia o espírito dos santuários xingon do Heian primitivo é o Murö-ji (do início do século IX), escondido num bosque de ciprestes numa montanha a sudeste de Nara.

6. ARTE FUJIWARA No período Fujiwara, propagou a seita da Terra Pura, que oferecia salvação fácil por meio da fé em Amida (o Buda do Paraíso ocidental). Não se necessitava nada mais: nem templos, nem monastérios, nem rituais, nem clero.

O exemplo mais característico da era Fujiwara é o Ho-o-do (Salão da Fênix, terminado em 1053) do templo Byodoin, em Uji, a sudeste de Kioto.

Durante o último século do período Heian, começaram a se destacar também os emaki, rolos horizontais que narravam histórias ilustradas. Um dos exemplos mais importantes da pintura japonesa são as ilustrações da História de Genjii, feitas em 1130 para um conto, do ano 1000, da escritora Murasaki Shikibu.

7. ARTE KAMAKURA Em 1180 a Guerra Civil Gempei estourou entre dois clãs militares, os Taira e os Minamoto. Cinco anos mais tarde, Minamoto no Yorimoto, à frente de sua facção, conseguia a vitória e estabelecia seu governo no povoado costeiro de Kamakura, onde permaneceu até 1333. Com a passagem do poder da nobreza para a classe guerreira, a arte era destinada a um público novo: soldados, homens dedicados aos ofícios e técnicas relacionados com a guerra, sacerdotes encarregados de difundir o budismo entre os plebeus iletrados e, por fim, aos conservadores, grupo no qual se encontrava a nobreza e alguns membros do sacerdócio que lamentavam o debilitado poder da corte. Essas circunstâncias influíram na arte do período Kamakura, que se caracterizava por sua mistura de realismo, tendência à vulgaridade e ressurgimento do clássico.

O Kegon Engi Emaki — história ilustrada da fundação da seita Kegon — é um excelente exemplo da tendência da pintura kamakura para o popular.

8. ARTE MUROMACHI Durante o período Muromachi (1338-1573), chamado também período Ashikaga, por ser este o nome do clã militar governante, operou-se uma profunda mudança na cultura japonesa. O clã se fez encarregado do shogunato e voltou a instalar a sede do governo na capital, no distrito de Muromachi de Kioto, o que significou o fim das tendências populares do período Kamakura e a adoção de formas culturais de expressão mais aritocráticas e elitistas.

O budismo Zen, através da seita Ch’an, que, segundo a tradição, foi fundada na China no século VI, pela segunda vez se instalou no Japão, onde se arraigou. Incrementou-se a importação de pinturas e objetos de arte chineses. Estas novas correntes artísticas exerceram uma profunda influência sobre os artistas japoneses que trabalhavam para os templos Zen e para o shogunato, não só no tocante aos temas, como no uso da cor, que passou do brilho do estilo yamato-e aos tons monocromáticos característicos da escola chinesa.

Um exemplo típico da pintura primitiva Muromachi é a obra do sacerdote e pintor Kao (ativo em princípios do século XV) em que o legendário monge Kensu (Xianzi, em chinês) é representado no momento de sentir-se iluminado.

Outra novidade importante da época é a cerimônia do chá. Sua finalidade era passar o tempo com os amigos amantes das artes, liberando a mente das preocupações da vida cotidiana.

9. ARTE MOMOYAMA No período Momoyama (1573-1603), depois de quase um século de guerra, uma sucessão de chefes militares intentaram levar a paz e a estabilidade política ao Japão. Entre eles, Oda Nobunaga, Toyotomi Hideyoshi e Tokugawa Ieyasu, fundador da dinastia que leva seu nome.

O castelo de Himeji (cuja forma atual foi construída em 1609), conhecido popularmente como castelo da Garça Branca, é uma das construções mais belas do período Momoyama, com seus telhados graciosamente curvados e suas três torres subsidiárias ao redor do tenshu (torre da homenagem). O Ohiroma do Castelo de Nijo (século XVII) em Tokio, constitui um exemplo clássico de shoin, com seu tokonoma (nicho), a janela que se abre sobre um jardim bem cuidado e as zonas claramente diferenciadas para os senhores Tokugawa e seus vassalos.

A escola de pintura mais importante do período Momoyama foi a de Kano e a maior inovação da época, a fórmula ideada por Kano Eitoku para decorar com paisagens monumentais as portas corrediças dos interiores das casas. A melhor mostra de sua obra é, talvez, a decoração do salão principal, que dá para o jardim, do Juko-in, no subtemplo de Daitoku-ji (templo Zen de Kioto).

10. ARTE DO PERÍODO EDO O shogunato Tokugawa do período Edo foi feito com o indiscutível controle do governo em 1603, comprometendo-se a dar ao país paz e estabilidades econômica e política, o que conseguiu em grande parte. Uma das características dominantes do período Edo foi a política repressiva do shogunato e os esforços dos artistas para escaparem das medidas restritivas, que chegavam a impedir a entrada dos estrangeiros e de suas culturas, a decretar a política isolacionista do Lapós (sakotu-rei) em 1639 e a impor estritos códigos de comportamento.

Dessa época são o palácio Imperial de Katsura, em Kioto, e as pinturas de Sotatsu, pioneiro da escola de Rimpa, que constituem belos exemplos do estilo arquitetônico e pictórico japonês.

A escola artística mais conhecida no Ocidente é a de Ukiyo-e, de pintura e de gravações em madeira, cujos temas são as mulheres de vida alegre, o mundo do teatro kabuki e o bairro dos bordéis.

O principal expoente do estilo Ukiyo-e no século XIX foi Hokusai, que dedicou sua longa vida a pintar e a gravar com brilhantismo paisagens, figuras e todo o tipo de cenas, destacando sua Onda quebrando em Kanagawa, que integra as Trinta e seis vistas do monte Fuji, uma das obras mais conhecidas da arte japonesa.

11. ARTE A PARTIR DE 1867 Nos anos que se seguiram a 1867, após a subida ao trono do imperador Meiji Tenô, o Japão voltou a ser invadido por novas formas culturais procedentes do exterior. A primeira reação dos japoneses à situação foi de sincera aceitação e, em 1876, inaugurou-se a Escola de Artes Tecnológicas, com professores italianos que ensinavam as técnicas ocidentais. A segunda reação foi uma rejeição ao ocidental, encabeçada por Okakura Kakuzo e pelo americano Ernest Fenollosa, que estimulavam os artistas japoneses a conservar os temas e as técnicas tradicionais, se bem que criassem obras mais ao gosto contemporâneo.

Desses dois pólos da teoria artística surgiram os estilos yo-ga (pintura ao estilo ocidental) e nihonga (pintura japonesa), que seguem em vigor até hoje. A necessidade de reconstruir o Japão depois da II Guerra Mundial constituiu um forte estímulo para os arquitetos japoneses, e os edifícios modernos competem com os melhores do mundo no tocante à tecnologia (são resistentes a terremotos) e ao conceito formal. O arquiteto mais conhecido da primeira geração do pós-guerra é Kenzo Tange. Figuras posteriores, como Isozaki Arata e Tadao Ando, abordaram uma presença japonesa mais forte e significativa no panorama da arquitetura internacional.