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Arte Cultural da Finlândia Maio 28, 2009

Filed under: Uncategorized — jorge sousa @ 7:49 pm

          Finalmente,o Rafael voltou ao Blog,parabéns,e voltaste em grande logo com 2 artigos.

           Deixo aqui mais um artigo feito por mim em que espero que o leiam,contém E.V.T,e até conta um pouco de história da Finlândia.

 

          Até o início do século XIX a Finlândia pertencia ao reino da Suécia. Durante todo o período de dominação, pouca foi a evolução da cultura e identidade nacionais que eram então dominadas por uma pequena elite sueca.

          Em 1808 o território finlandês é invadido e subjugado pela Rússia, representando um novo momento para a consolidação de uma cultura finlandesa. A capital muda-se em 1812 de Turku para Helsinquía. A nova capital está desde sua fundação ligada por intenso comércio com a Rússia. É contratado então o arquiteto alemão que trabalhava em São Petersburgo, Johann Engel(1778-1840) para o projecto e construção dos edifícios governamentais em estilo imperial neoclássico. Neste momento era crescente um movimento, da maioria da população, de patriotismo e formação de uma identidade nacional com a promoção da língua finlandesa e a exaltação das paisagens locais.

          No entanto, em fins do século XIX a Rússia, impondo o russo como língua oficial e acabando com o exército finlandês, mina cada vez mais as possibilidades da construção de uma nação independente. Mas em 1919, com a turbulência política e econômica russa, o país finalmente consegue sua independência.

          É neste momento de intensos combates políticos que as artes assumem grande papel para a promoção da identidade cultural finlandesa. É o período da literatura, música e pintura, manifestarem-se num movimento, agora chamado de Romanticismo Nacional. A arquitectura vai mostrar sua produção posteriormente com arquitectos como Eliel Saarinen (1873-1950), Herman Gesellius e Armas Lindgren. As edificações da época, em sua maioria edifícios públicos, apresentam características ecléticas com aspectos medievais e românicos, mas no entanto já se esboça traços reconhecidos como de uma arquitetura propriamente finlandesa. É verdade que essa tendência ao ecletismo está muito ligada ao recebimento de influências européias.

          Em 1900, Saarinen, Gesellius e Lindgren, ainda estudantes no Instituto Politécnico Finlandês (a mesma escola que posteriormente estudará Alvar Aalto), vencem o concurso para o pavilhão finlandês na Exposição Universal de Paris, reconhecido como possuidor de identidade nacional própria.

          O Romanticismo nacional não foi uma repetição de modelos vigentes nem surgiu espontaneamente de aspectos construtivos já existentes na cultura primitiva, mas sim uma sucedida tentativa de construção de uma identidade cultural nacional.

           Desde o início da busca pela conscientização de uma nova arquitectura, havia o interesse pelo desenvolvimento da síntese entre racionalismo e empirismo, novas tecnologias e modos de fazer tradicionais, a modernidade e a tradição. É por essa problemática que Aalto vai se destacar, buscando soluções entre esses pontos. O interesse pela elaboração de uma linguagem arquitetónica nacional, consciente da unidade linguística e cultural conquistada pela Finlândia, é determinante em seu trabalho.

          Contudo, mesmo com o esforço de criação de um novo modelo de arquitectura, vale lembrar que o vocabulário clássico ainda era característico de um longo período da arquitectura finlandesa, inclusive nos projectos de Aalto até meados da década de 20.

          É de 1924 um dos mais significativos projectos do período, o Clube dos Trabalhadores em Jyväskylä. Apresenta um sólido volume apoiado em colunata, com claras referências à arquitetura renascentista italiana, fruto de uma viagem feita no ano anterior a algumas regiões da Itália. Essa viagem de Aalto e de outros arquitectos escandinavos exercerá grande influência em sua obra, como o projeto para uma igreja em Töölo (1927) descrita por ele como uma pequena Orvieto ou San Giminiano finlandesa.

          A partir deste momento, com a exploração ao máximo do repertório clássico e dos ventos que sopravam da europa ocidental, que os arquitectos escandinavos começam a falar no funcionalismo da arquitectura moderna, atentos ao que ocorria na Europa como a publicação de “Por Uma Arquitetura” de Le Corbusier e a Bauhaus, em Dessau. O pavilhão finlandês na Exposição Universal na Antuérpia em 1930, projecto de Erik Bryggman (1891-1955), marca de certa forma o momento da adopção do funcionalismo como a nova arquitectura a ser feita no país.

           A partir deste ano, que alguns arquitectos escandinavos vão introduzir em seus respectivos países os princípios do movimento moderno. Alguns exemplos são: Kay Fisker e Arne Jacobsen na Dinamarca, Eryk Bryggman e Alvar Aalto na Finlândia, Sven Markelius, na Suécia e Arne Korsmo, na Noruega.

 

 – Azulejos tradicionais finlandeses.

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3 Responses to “Arte Cultural da Finlândia”

  1. heshimuevans Says:

    Os azulejos são bonitos… e a cor! 🙂 lol

  2. rafickool Says:

    claro sportingista sao verdes tinhas ke gostar lol hahaha 🙂 😀

  3. Catarina Gomes Says:

    De um artigo tão grande só tiraram a cor dos azulejos???

    Muito interessante Jorge 😀
    Nesses dois pequenos azulejos dá para ver as influências artísticas a que os finlandeses foram sujeitos.
    E até podiam ser cor de rosa às pintinhas!!! LOL!!! 😉


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